A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

ESTRUTURAS PRINCIPAIS DA RAÇA-RAIZ



Uma das coisas que torna a compreensão da evolução humana e da astrologia mais complexa, é que existem “ciclos dentro de ciclos” e também ciclos paralelos, uma vez que o tempo pode ser dividido de diferentes maneiras.
Para efeitos as raças-raízes (embora estas analogias se apliquem a outros ciclos), cabe pois destacar as seguintes divisões principais e tradicionais, que se ocupam do fator-5 e do fator-7:



1. A “Era Solar”

Esta divisão atende mais ao aspecto mente-energia, ao princípio da iniciação e possui relação com a dialética dos ciclos sociais e civilizatórios.
A divisão de base-5 chama-se “Era Solar”, porque remete à energia da quintessência, dita solar por envolver a síntese das energias materiais, e contempla basicamente uma organização de ciclos de 500 anos, como o Pachatkuti inca ou o ciclo-Fênix dos egípcios, tampouco distante do Baktun maia (400 anos).
Dentro do padrão-5 das Idades, a repartição da Quinta Idade em duas partes distribuídas no começo e no final do ciclo solar, “explicaria” um pouco as dificuldades na apreensão da noção desta Idade-do-Diamante de transição - donde um Hesíodo chegar a dispor sem maior precisão no quadro uma quinta “idade dos heróis”, demonstrando não dominar o assunto, tendo a sua descrição valor meramente testemunhal.
A presente formulação se inspira na tradição manvantárica de computar para efeitos de transição o fractal ou 10% do ciclo maior no começo (sandhya) e outro tanto ao seu final (sandhyana), o que confere ao fim e ao cabo um outro sentido à escala vigesimal.
Esta organização também está implícita no símbolo Ollin (“movimento”) maia-nahua, que estrutura ademais a questão das Eras solares ou dos “Sóis” no coração da “Pedra do Sol” nahua (em detalhe abaixo), e confere informações axiais sobre as mudanças da fase central do ciclo. Os grupos extremos de cinco séculos (Pachacuti, em quéchua), são as garras da águia na “Pedra do Sol”, cujo nome verdadeiro é “Casa (ou Ninho) da Águia” (Cuahuxicalli), abaixo, cercada também pelas quatro Idades do Mundo:


Ollin e Caduceu

O famoso sonho de Nabucodonosor da estátua dos “reinos metálicos” interpretada pelo profeta Daniel, também dá conta perfeitamente desta dupla-divisão da Quinta Idade, uma firme (“de ferro”, ligada portanto à Idade anterior) e outra frouxa (de barro): “A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.” (Dn 2:32-33)*
Na verdade, para quem souber enxergar, o Ollin é uma variante do caduceu -e de muitos outros símbolos mais! Estes conjuntos evolucionários se aplicam a uma pessoa, a uma sociedade, a uma raça, a um planeta –enfim, a tudo aquilo que a Analogia Universal permite estender. Ollin está relacionado à quintessência, sendo uma forma de aludir ao aspecto superior de Mercúrio, Atma, a Mente Superior.

E assim, ao fim e ao cabo, vamos retirando todos os véus dos mistérios, para descobrir que as coisas são muito mais identificadas e universais do que se poderia imaginar. A diversidade se dá muito mais na forma de expressar as coisas que na sua essência, e no final de tudo resta a grande exclamação, a dizer: “estudai menos, praticai mais!”.
A boa Jnana ioga, é aquela que também nos conduz à boa prática -porque nenhum conhecimento pode terminar apenas na mente-, levando-nos a buscar um cotidiano equilibrado capaz de alimentar a todos os nossos corpos e planos de consciência.

2. A “Raça-raiz”

Quanto à divisão setenária, atende mais ao aspecto alma-consciência, ao princípio da evolução e tem relação com as religiões e filosofias.
Esta divisão está sempre bem demarcada pela vinda de Mensageiros de-porte na sua abertura, criando novas religiões e filosofias (ver o nosso trabalho “O Pacto do Arco-Íris”, na obra “Trikosmos”, Editorial Agartha). O símbolo aqui adotado é o mesmo Ollin, na sua variante semelhante ao Selo-de-Salomão, pois este importante emblema reúne as duas fórmulas de Base-5 solar e de Base-7 polar, uma vez que os calendários mexicanos comumente tratavam com ambas.


Ollin e Selo salomônico

Mais uma vez, este quadro nos possibilita uma série de desmitificações, uma vez que a raça árya (Quinta Raça-raiz, ou Quinta Era solar maia-mahua) concluiu agora em 2012, descartando eventuais projeções incabidas de forças atávicas todavia remanescentes, por vezes desejosas ainda de se impor contra a renovação chegada...
Um cálculo simples (3x700=2.100 anos) nos mostra a 5ª sub-raça sendo implantada no tempo de Jesus Cristo, de modo que ali sim prevaleceu o germanismo e os celtas, que foi a verdadeira força racial que organizou a Civilização cristã através dos bárbaros convertidos.

Já a sexta sub-raça (erroneamente associada à Norte-América?) foi implantada especialmente através do Islã, levando o germanismo a se reorganizar com Carlos Magno para se opor a esta poderosa nova força emergente no mundo.
Simplificadamente falando, podemos então dispor as sub-raças nestes termos (nem tão distintos assim da classificação convencional usada pela Teosofia), observando porém que o rigor cronológico requer entender que as etnias sempre pré-existem antes da sua projeção no cenário histórico maior, de modo que a raça e cultura (religião, por exemplo) emergem como conceitos paralelos:

As Sete Sub-raças áryas

1ª Sub-raça: Egito, Caldéia (neo-atlantismo)
2ª Sub-raça: Pérsia, Índia (protoarianismo)
3ª Sub-raça: Fenícia, Hebraica
4ª Sub-raça: Latina, Celta
5ª Sub-raça: Germânica, Saxônica
6ª Sub-raça: Árabe, Islâmica
7ª Sub-raça: Americanas

Temos com isto uma certa readequação de conceitos, que toca especialmente ao tema das Américas. As antigas concepções que remetiam sempre para a frente as sub-raças áryo-americanas (“sexta sub-raça ou norte-americana”, e “sétima sub-raça ou sul-americana”), se devia em parte à imprecisão das antigas concepções, e em parte a uma confusão entre tais sub-raças e a Sexta Raça-raiz a ser ali implantada a partir de 2013, como asseveram vários calendários mundiais de grande clareza e precisão.

Enfim, estes planos de evolução comparados, sempre nos reservam possíveis paradoxos, porquanto de um lado temos os manvantaras que se materializam, e de outro lado temos a evolução racial que contempla um avanço espiritual, apesar dos seus ciclos internos e ascensão e queda igualmente. Podemos dizer que este amplo movimento no tempo do manvantara é de queda, queda em direção à matéria neste caso. Não obstante, sabe-se que na queda a velocidade aumenta, e a velocidade é importante para o vôo. Como também é importante na espiritualidade, na iniciação e na transformação das energias. Talvez por coisas assim, é que alguns autores dizem que a Idade de Ferro (ou o Kali Yuga) reserva a melhor oportunidade para a evolução espiritual...

* Mas após isto, a visão também dá conta de uma intervenção transcendental e definitiva na História, sujeito a diferentes interpretações (especialmente Roma e o Cristianismo): “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.” (Dn 2:34-35)

Bibliografia
Blavatsky, Helena P. “Glossário Teosófico”
Hesíodo. “Os Trabalhos e os Dias”
Salvi, Luís A. W. “O Sexto Sol”, Ed. Agartha
Salvi, Luís A. W. “Trikosmos”, Ed. Agartha
Salvi, Luís A. W. “O Livro do Pramantha”

Leia também
As Idades do Mundo - uma Tradição Universal
Era Solar: uma nova visão sobre as Raças-raízes

Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957



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