A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

APRESENTAÇÃO ........ HOME ........ INICIAL ........EDITORA........ VIDEOS........ GRUPOS........ GLOSSÁRIO

A extinção programada das espécies



 


—E se a extinção das espécies também estivesse programada no seu DNA, da mesma forma que a morte do indivíduo está?! 

Esta pode ser uma das mais incômodas perguntas que o ser humano poderia se fazer, e no entanto ele não pode honestamente se furtar a ela, nem que seja movido pelos fatos concretos. 

Convivemos afinal com o fantasma de um sem número de espécies extintas, algumas até bastante evoluídas. Um dos exemplos mais impactantes de extinção é aquele dos dinossauros, os grandes répteis do passado cujo desaparecimento até hoje desperta debates acirrados. Tal como a extinção da megafauna em data já muito mais recente contada em poucos milagre de anos. E é claro, várias espécies homo nossos antepassados e que foram todas extintas, apesar de muitas delas terem deixado pegadas em nosso DNA.

Em última análise, as espécies estariam programadas dentro do mecanismo de seleção natural que lhe trazem não apenas provas cotidianas de sobrevivência, como também provações de monta maior periodicamente, e num ápice até mesmo supremas como foram as cinco grandes extinções em massa já havidas no planeta. A própria humanidade já sobreviveu a processos de extinção bastante radicais, promovidos seja pela própria Natureza como também por motivos culturais auto-deliberados como guerras, ampliados por epidemias e fome. A evolução que existe hoje no planeta é o resultado de tudo isto. Nem tudo se perdeu nestas crises todas, muita coisa também se transformou. Hoje inclusive se anuncia que a própria humanidade está novamente impulsionando um grande quadro de extinção em massa, e de proporções inéditas.

De modo que o assunto necessita ser encarado corajosamente. As mesmas forças que organizaram as espécies numa dada sobra do tempo, sabe que as mesmas espécies poderão não sobreviver à próxima esquina temporal. É mesmo assim os esforços pela vida e pela evolução valem a pena.

Até porque, as verdadeiras respostas poderiam estar num plano mais filosófico - especialmente naquilo que se refere à própria humanidade. E isto nos coloca naturalmente diante dos dilemas da morte e das buscas por respostas diante do seu desafio. A vida segue sendo um mistério que parece pairar para além das dimensões manifestas.

O verdadeiro peso do Antropoceno

Estamos todos razoavelmente familiarizados com as causas ambientais, que são ademais muitas, mas ainda tratam de questões que permitem uma gestão por parte da sociedade organizada. Aquilo que ninguém diz, é de tudo aquilo que já existe de acumulado em função da história da revolução industrial, ou o verdadeiro peso e risco que acarreta o chamado Antropoceno (esta idade geológica atual criada pelo próprio ser humano) para a segurança da humanidade mesma. Com efeito, o discurso da ecologia tem sido superficial diante do gravíssimo quadro de insegurança ambiental legado pela revolução industrial até os dias de hoje. 

Acontece que, se houvesse um colapso civilizatório comprometendo a manutenção dos sistemas industriais e das minas em geral e seus rejeitos, pouquíssimas áreas do planeta ainda permaneceriam seguras. E nem estamos falando aqui do acirramento da crise ambiental por causa do avanço do curso atual da civilização, que tendem a produzir uma nova extinção em massa da vida no planeta, porque no caso de um colapso das estruturas alguns destes índices até poderiam melhorar. 

Estima-se que diante de um súbito colapso dos sistemas modernos, entre 80% e 90% da população mundial poderia perecer nos primeiros meses e anos após a queda das estruturas globais, empurrando a humanidade de volta aos níveis demográficos anteriores à Revolução Industrial. Esse índice drástico de mortalidade não seria causado diretamente pelos acidentes ambientais ou industriais isolados, mas sim pela quebra imediata daqueles pilares que sustentam artificialmente a vida moderna, como rede elétrica, sistemas de saúde e agricultura industrial. Daí a necessidade da humanidade começar urgentemente um processo de decrescimento e de desindustrialização preventiva.

Estima-se hoje que quatro possíveis causas poderiam provocar um tal colapso da segurança industrial e da manutenção dos resíduos no planeta, a saber e por ordem de gravidade: uma Tempestade Solar Extrema (Efeito Carrington), uma Guerra Cibernética Sistêmica ou IA Hostil, o Colapso Financeiro Global e Falência dos Estados, e uma Pandemia de Altíssima Mortalidade ou Guerra Global. Muitas destas ameaças realmente assombram a humanidade em nossos dias. E diante de quaisquer destes cenários, as pequenas comunidades sobreviventes precisariam focar em protocolos analógicos de monitoramento, defesa hidrológica e compartilhamento de conhecimento técnico.

Será que esta situação medonha também está no DNA humano? Certamente está em sua faceta mais material de fomento tecnológico crescente e descontrolado. E aqui vale lembrar a famosa frase de Michel Houellebecq: “De todos os sistemas econômicos e sociais, o capitalismo é incontestavelmente o mais natural. Isto já basta para indicar que deverá ser o pior.” (“Extensão do Domínio da Luta”) O materialismo vai de carona aqui, porque o marxismo foi uma resposta ao capitalismo. A grande questão aqui, é a que humanidade tem a opção de afastar-se destas cosmovisões limitadas e abrir portas em outras dimensões, revelando a sua superior capacidade criadora.

Um novo salto da evolução 

Pode ser bastante difícil admitir que o mundo caminha para a entropia ou a desordem prevista pela Segunda Lei da Termodinâmica, mesmo que hajam forças diversas dedicadas ao contrário. Ainda que esta não seja exatamente uma novidade: a religião judaico-cristã fala do Pecado Original, e os gregos denunciavam que a humanidade está sujeita à hybris, que é o exagero e o desequilíbrio. Certamente muitas outras tradições assinalam o mesmo, apontando respostas que muitas vezes serão apenas lenitivos e desaguando em profecias de fim-de-mundo. Mas que tampouco admitem um final absoluto e sim uma crise aguda seguida por renovação, tal como tal acontecido muitas vezes na humanidade e com impactos tremendos, de tal monta que devemos até mesmo grande parte de nossa evolução a tais crises periódicas.

 De algum modo, estaria escrito no DNA da humanidade, que ela está fadada a passar pelo fogo da purificação e nele se extinguir para este mundo. E se ela não fizer isto por bem, terminará irremediavelmente fazendo por mal. A religião teria lhe preparado para tal, ao menos teoricamente, já que na hora H poucos é que deverão realmente atender a este chamado do destino de uma forma realmente maiúscula e mais plena.

Ocorre que, em algumas espécies mais evoluídas os riscos de extinção tem impulsionado estágios de evolução para além dos naturais e até dos materiais. A própria ideia ou percepção da finitude incentiva as espécies superiores a buscar respostas para postergar ou contornar de algum modo estas situações. Uma primeira solução está naturalmente no fomento da tecnologia, visando melhores as condições de sobrevivência. Porém isto ainda não representa uma solução completa, na medida em que a morte sempre termina por se impor. Para avançar nas respostas é preciso buscar caminhos também em outros planos, quer dizer: explorar os próprios mundos onde a Alma poderia viver e ampliar as capacidades da consciência para viver neles.

Biologicamente o ser humano estaria condenado dentro de um plano de extinção semelhante ao das outras espécies. Porém, ontologicamente ele é capaz de buscar portas de salvação através da sua criatividade - tal como também busca fazer Intelectualmente através do fomento da tecnologia. Sem estas possibilidades, a aceitação da extinção não passaria de um pobre ensaio de realismo trágico.

Tudo isto se destinaria, pois, a pressionar as espécies a olhar para o Além e para a imaterialidade final em busca de respostas possíveis. De outra forma os esforços necessários a uma verdadeira transcendência jamais seriam alcançados. Haveria então tarefas mínimas a serem realizadas nesta direção, e os melhores alcançariam reencarnar em novas  espécies, aptas a sobreviver em condições mais desafiadoras do planeta - a menos que já alcançasse uma evolução ainda superior e a reencarnação ja não lhe fosse mais necessária. 

Não obstante, a extinção das espécies também estaria estritamente associada com a evolução das coisas, recebendo o impacto da aceleração do tempo ou do avanço das tecnologias manejada pelas espécies conscientes - por assim dizer. A marca da aceleração se faz assim presente no ritmo crescente da extinção das espécies. Algumas exceções teriam ocorrido como nos casos do Australopithecus afarensis e do Homo Erectus, os quais provavelmente reuniriam características especiais e seriam quiçá uma espécie de tronco-raiz para as evoluções paralelas.

E aqui temos um fator sensível para a nossa espécie, situada nos momentos finais do presente Manvantara. Temos apenas 200 mil anos ou 500 mil considerando os mais próximos como os Cro-magnon e os próprios Neandertais. Espécies anteriores alcançaram longevidade ainda bem maior. Acontece que estamos num estágio mais avançado da evolução e do Manvantara onde os ciclos são menores e as energias mais concentradas - maior tecnologia, mais conhecimentos, maior população, etc. Por isto os prazos da evolução atual também deverão ser menores. Nossos processos são mais rápidos porque somos herdeiros das conquistas de outras espécies extintas, cujas tecnologias por vezes aprendemos a usar melhor ou com maior eficácia.

Para aprofundar ainda mais a questão filosófica, temos que a evolução espiritual humana culmina na quarta iniciação - qualquer evolução ulterior toca às Hierarquias superiores com funções especiais e não representa parte da humanidade e seus coletivos. Ora, somos informados que vivemos na atualidade sob vários quaternários - quarta  ronda, quarto Globo, etc. Este fato colocaria a própria humanidade no umbral da sua conclusão evolutiva, rumando em conjunto para uma grande crise coletiva de quarta iniciação.

Há indícios de que situações semelhantes tenham acontecido em outros planetas. Podemos nos perguntar como é a que as “maravilhosa” Inteligência Artificial não conseguiu nunca vencer a distância entre planetas habitados? Criando naves não tripuladas por exemplo (que seria uma das soluções para isto)? Parece que a extinção das espécies avançadas aconteceu antes disto ser possível. Estas são considerações recorrentes nas reflexões dos cientistas a respeito do destino das civilizações extra-planetárias.

A superação do materialismo 

Certas pessoas resistem a pensar na abreviação da evolução humana, imaginando que o ser humano precisa de muito tempo para evoluir. Acontece que algumas doutrinas levam realmente a pensar que existe um Plano excelso para cada criatura humana e até não humana, destinado a culminar na avatarização de todos os seres. No entanto esta pode ser apenas uma idealização da evolução espiritual humana. Talvez as Altas Iniciações estejam vinculadas a serviços planetários em prol de humanidades, não sendo necessário que todos se alistem neste tipo de missão sacrificada. 

Como ensina o Budismo, a liberação humana não pede mais do que quatro iniciações para emancipar a consciência do indivíduo. A partir dali ele pode seguir como uma Alma livre sem precisar reencarnar. Se desejar evoluir mais poderá realizar serviços de forma incorpórea mesmo ou senão reencarnar para assumir funções superiores no planeta. Não são necessários muitos individuais para isto, porque o impacto destas missões é sempre muito forte no planeta. O ser humano precisa aprender a considerar que, a parti de certa iniciação, ele já não necessita obrigatoriamente de formas físicas para existir e sequer para evoluir.

O tema da extinção é incômodo para a grande maioria porque o apego à matéria é sempre muito forte. O materialismo é a verdadeira limitação do entendimento dos planos de Deus. E o grande paradoxo daqueles que acreditam em reencarnação e vida em outros planetas, é que o seu próprio materialismo poderia impedir na prática de preparar-se para estas possibilidades, caso os esforços suficientes não sejam realizados nesta vida.

Porque é que os ensinamentos dos grandes Mestres nunca falaram sobre reencarnação?! É porque tal crença pertença já à subcultura espiritual das religiões. São temas acessórios que não se sustentam sem uma espiritualidade suficiente.

Não obstante, o conhecimento mais fundamental dessa existência, é que a encarnação física deve representar uma preparação para futuras existências incorpóreas. Aquele que ainda não despertou para esta realidade dorme no sono da ignorância, movido seja pelo ceticismo, pela ilusão ou pela crendice.

Há várias crenças em mundos futuros em escrituras tradicionais, mas nada impede se tratar apenas de uma transição ou uma preparação para a definitiva transcendência deste mundo sob a guia direta dos Mestres. Afinal os cenários que os fatos sugerem para o futuro deste planeta podem não ser nada alvissareiros.

Cabe destacar não obstante que isto não nos colocaria dentro do rol dos derrotistas e nem mesmo dos fatalistas radicais, e sim sob um realismo cético sobre as capacidades humanas de se auto perpetuar na matéria, mas com esperanças espirituais. Há místicos céticos que transferem o seu derrotismo para a crença em supostas naves redentoras. Para nós a única esperança é a própria iluminação espiritual. E nisto estamos apenas ampliando para o coletivo algo que já é tradicional no indivíduo.

Zonas defensas e futura Capital

Considerando que admitimos a necessidade de haver uma transição, até para que um quadro de evolução espiritual ou liberação humana seja devidamente organizado, se faz necessário projetar os modelos de sobrevivência que não prescindem tampouco de identificar aquelas zonas mais seguras.

Como nada é casual e tudo está interligado, encontraremos várias conexões com “profecias” e planejamentos civilizatórios que temos manifestado ao longo das últimas décadas.

Modo geral, seria possível mapear várias zonas seguras diante de um quadro total de colapso civilizatório. Geralmente são zonas elevadas em planaltos ou áreas montanhosas. Aparentemente, e não casualmente, muitas delas encontram-se na América do Sul. De um modo ou de outro, e apesar de haver muita exploração do Continente, ainda existe uma relativa segurança em relação aos avanços civilizacionais mais deletérios. Estudos indicam que uma região em especial se destaca neste aspecto em todo o mundo, que é o chamado Escudos das Guianas, uma zona muito ampla de 2,7 milhões de quilômetros quadrados. Trata-se de uma das maiores e mais contínuas formações geológicas estáveis do planeta, estendendo-se por seis países da América do Sul.

Toda a zona é banhada pelas águas mais seguras que descem das elevações deste grande escudo cristalino, e cuja geografia se destaca pela presença dos majestosos tepuis (e neles as cachoeiras mais altas do planeta), envolvendo zonas elevadas e também as cadeias montanhosas mais altas do Brasil nas fronteiras norte do estado do Amazonas e de Roraima. Há ali muitos rios de água escura ácida como o Rio Negro tingido pela decantação da rica vegetação do entorno e que impede a proliferação de insetos, enquanto preserva a sua piscosidade.

Num mundo em crise, que certamente está chegando a passos céleres, a humanidade olhará com muita atenção para esta região, até em função da necessidade da sua preservação e restauração. O Brasil por sua vez, que tem 60% de sua área dentro da Amazônia legal, tampouco ficará indiferente quanto a marcar fortemente presença nesta região, e pensará até mesmo -seguindo uma tradição histórica de sua formação- em criar uma nova Capital Federativa ali.

Ora, temos estudos bastante consistentes sobre estas tendências nacionais, confluindo com um amplo quadro planetário e internacional. As mudanças históricas das Capitais brasileiras sempre ocorreram atreladas a tendências socioculturais planetárias. A futura capital brasileira seria nesta sequência implementada na Região Norte, e desta vez para firmar uma nova etapa religiosa da Civilização brasileira, numa época em que, bem ou mal, esta também será uma tendência mundial.

Vale observar algumas questões esotéricas também aqui. Inicialmente, a Nova Era de Aquário estará chegando dentro de uns 150 anos, que é quando deverá se consolidar esta nova Capital (muito embora as sementes desta etapa futura estejam sendo agora implantadas). Além disto, a etapa religiosa deste novo mommentum do país e do mundo confluirá com o teor espiritual da nova raça quaternária em ascensão nas Américas. Tudo isto soma, é claro, em favor dos valores que a própria crise planetária deverá estar fomentando, em prol de uma superação do materialismo cultural. 


Acesse a "Doutrina Secreta Revelada" - Novas Sínteses de Ciência, Religião e Filosofia para a transição planetária

Conheça também @editorial_agartha e Canal Agartha wTV

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

https://agartha-edicoes.blogspot.com

ou

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  




Escatologia e Teosofia

A Teosofia não costuma ser conhecida por grandes profecias astrológicas, menos ainda originais. Não obstante, e talvez sem serem bem compreendidos, os seus ensinamentos podem estar anunciando a natureza terminal dos tempos atuais de forma até bastante contundente.

Acontece que a evolução quaternária (atual) -e não exatamente a setenária futura-, já determina um grande ponto de inflexão na evolução da humanidade encarnada. A chegada da “onda da vida” na sua fase intermediária necessita ser reinterpretada, pois não se trata meramente de um ponto máximo de materialização, mas também -algo paradoxalmente- um ápice da evolução espiritual dentro da matéria. Seria da mesma forma, uma transição central e uma preparação para a liberação humana dos planos da materialidade.

Ora, sempre ouvimos falar que a quarta iniciação é o marco da libertação humana da matéria. É disto que se tratariam então os ciclos atuais: quarta ronda, quarto Globo, quarta raça, etc. -pois, numa visão rigorosa, tampouco existem mais do que quatro raças dentro de cada ronda evolutiva (e toda ronda tem o seu próprio apocalipse), sendo esta daí a verdadeira natureza da nova raça que está sendo atualmente inaugurada, segundo vários calendários tradicionais.

Ou seja: todo quaternário representa um marco escatológico ou apocalíptico definitivo. Como resultado, condições estão sendo atualmente criadas para que a humanidade procure esta “pista superior” de saída, por bem ou por mal, através do árduo portal da quarta iniciação. Não significa que todos terão sucesso. Significa apenas que muitos deverão se esforçar mais, e dentre estes muitos também serão bem-sucedidos. 

Nesta altura, e por lógica evolutiva, uma bifurcação se apresentaria nos caminhos da humanidade: por um lado, fortes estímulos para esta ascensão ou libertação serão encontrados pelos mais conscientes, e por outro lado, uma crescente degeneração da humanidade e degradação das condições planetárias. É como diz o Livro de Zohar sobre o destino dual da humanidade dos últimos dias sob os fogos da transformação: dor para uns, felicidade para outros. 

Assim também, de uma parte, os ensinamentos sobre iniciação e ascensão tem sido eloquentes nestes tempos, dirigindo a consciência dos mais despertos para novos paradigmas de evolução. E por outro lado, o índice dos transtornos mentais está crescendo vertiginosamente na espécie humana, como seria de esperar, e isto, longe de ser combatido, ainda deverá ser capitalizado e direcionado pelo sistema para gerar ambientes cada vez mais mórbidos e opressivos. 

Mesmo assim, indícios de uma idade de ouro ainda poderá ocorrer, de maneira algo transitória e localizada, porém em circunstâncias para as quais a imaginação das pessoas de hoje poderá não reconhecer. E associado a isto, poderá haver um terceiro destino para alguns poucos destinados a sobreviver à crise terminal deste final de Manvantara (e que tem sido associada também à Sexta Extinção em massa da vida no planeta), a fim de dar início a um novo ciclo evolutivo da humanidade neste planeta, suportando as condições críticas em que a Terra será deixada, até que a própria Natureza comece a restaurar a normalidade das coisas.

A leitura corrente dos gargalos evolutivos, pelos quais a própria humanidade tem sobrevivido através dos tempos, costuma ser interpretado como um risco ou ameaça de extinção da nossa espécie. Porém ele também significaria um salto qualitativo e uma liberação. Pois é justamente através destes trágicos “portais” de transformação, que os grandes saltos evolutivos também tem sido alcançados neste mundo. Esta será, porém, apenas um pequena semente que tardará muitos milênios para começar a se fortalecer e dar lugar a uma nova evolução, após lutar contra as adversidades legadas pelo final do velho ciclo. E é por isto que, a depender da interpretação ou da evolução em análise, uma etapa final pode ser também a inicial de uma nova grande evolução.

Assim, pode ser quase apenas uma ilusão humana, imaginar que a evolução da nossa espécie possa realmente se estender para além do quaternário neste mundo, quase como querendo perpetuar a vida material como um ambiente universal de evolução, e não meramente como a sua frágil base transitória. Qualquer resquício de vida que sobreviva a isto, também estará sujeito a uma grande renovação, como se fosse um verdadeiro reset da humanidade.

Modo geral, o setenário até pode ser uma realidade, porém a sua tríade superior já se destinaria quase exclusivamente aos mundos puramente espirituais. Ou seja: a evolução superior não se destina, por regra, a ser vivida no plano material. Isto significa, enfim, que já não estamos muito interessados em predizer qualquer futuro mais glorioso para a espécie humana, e sim fomentar a consciência da necessidade da sublimação deste mundo material, e o despertar das consciências para a realidade das outras dimensões da existência.


Acesse a "Doutrina Secreta Revelada" - Novas Sínteses de Ciência, Religião e Filosofia para a transição planetária

Conheça também @editorial_agartha e Canal Agartha wTV


Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  



Cómo estudiar las estrofas de Dzyan

Sin lugar a dudas, los Libros de Dzyan, revelados en la "Doctrina Secreta" de H.P. Blavatsky, representan una de las obras más herméticas que existen. Es tal su grado de dificultad que la obra hace pocas concesiones tanto al lector común como al más culto. Para todos ellos, encontrarse con estos textos es como intentar penetrar en un bosque tropical sembrado de enredaderas y espinas que les impiden avanzar a cada paso. Tal es la concentración de símbolos: números, geometrías, metáforas, etc.

Paradójicamente, estudiar su hermenéutica tampoco parece ayudar mucho a comprender sus misterios. No es raro que los antiguos teósofos lo intenten una y otra vez, solo para repetir su frustración. Al carecer del atractivo de la comprensión, muchos deciden simplemente aceptar lo establecido y elegir el texto como estatuto de fe. Así, nace un nuevo credo, ignorando las advertencias dadas. Como si la autora no insistiera a cada paso en que trataba con un asunto secreto, que aún existían muchos velos y que algunos ni siquiera tenían una solución en su época. De hecho, todo sugiere que en Blavatsky encontramos una expresión de esa interpretación tan familiar de la palabra «revelación», en el sentido de simplemente renovar los velos. 

¿Cómo se llaman las grandes obras de HPB? «El Velo de Isis» era el título original de «Isis Develada», y el otro es «La Doctrina Secreta». Estos nombres sugieren que Blavatsky nunca pretendió revelar el conocimiento en profundidad, sino comentar extensamente los Misterios. De hecho, la propia Blavatsky afirma que todas las obras «hermenéuticas» existentes basadas en los manuscritos originales de las Estancias de Dzyan, ya sean esotéricas o exotéricas, se denominan «comentarios». Por todas estas razones, abunda en alusiones a la existencia de velos en estas obras.

Quitar el velo es diferente; consiste en hacer que la información sea accesible a la razón y susceptible de instrumentalización. En el ocultismo auténtico, nada carece de un mensaje práctico y relevante para el estudiante. Por lo tanto, el estudiante prudente haría bien en ver los esfuerzos de Blavatsky no como una revelación completa de los misteriosos textos de Dzyan, sino como una serie de pistas sobre su contenido.

Por supuesto, conocer estas cosas aún no ayuda mucho al lector interesado en las verdaderas respuestas. Lo único que se puede esperar en este punto es preparar la mente para el verdadero viaje. De hecho, de poco sirve avanzar sin un mínimo de apoyo: una brújula, un mapa, indicaciones, referencias, etc. Sin embargo, incluso muchos de los instrumentos comunes al investigador se ven privados aquí: orígenes, forma de registro, contexto, destino… todo lo que se ofrece parece servir más para desviar la mirada que para enfocarla realmente. No obstante, parte del camino está relativamente despejado en este punto. En la época de Blavatsky, tales documentos podrían haber estado envueltos en una gran leyenda y misterio, pero no tanto hoy. 

Parece ya establecido que se trata de la reproducción de antiguos manuscritos tántricos. No se trata de antigüedades excepcionales, sino de documentos de patrón tradicional procedentes de amplias regiones de Oriente, grabados en hojas de palma y bien conservados gracias al clima del Himalaya. El contenido de los escritos no está claramente identificado, pero comparten puntos en común con textos conocidos del sistema Kalachakra o la «Rueda del Tiempo»; de hecho, una de las palabras que aparece con más frecuencia allí es «ruedas», grandes y pequeñas, en referencia a las visiones de Ezequiel de «ruedas dentro de ruedas».

A primera vista, parece que nos encontramos ante un misterioso compendio astrológico o incluso astronómico. Sin embargo, una mirada más perspicaz podría permitirnos considerar los tiempos en que aparecen las ruedas, y entonces nos encontraríamos ante una cosmología que podría ser tanto macrocósmica como microcósmica, es decir, en términos de chakras, también llamados "ruedas" en el Tíbet. En cualquier caso, la mejor manera de abordar un documento tántrico es desde una perspectiva ocultista.

Símbolo do Kalachakra

Blavatsky trabajó extensamente con una interpretación del mesocosmos, es decir, la esfera intermedia de las "raíces". Sin embargo, los resultados de sus esfuerzos fueron vagos, revelando las complejidades del lenguaje. De hecho, los Libros de Dzyan no revelan fácilmente sus misterios. Para un lector budista, el texto resultará difícil debido a su abundancia de términos hindúes, aunque el Kalachakra generalmente se considera un tantra tibetano. No obstante, muchos tantras se desarrollaron en la India o incluso en Nepal. Quizás los Libros de Dzyan aún conserven gran parte de su contenido original, lo que refuerza su valor. En este caso, sería importante que los hindúes, en el terreno budista, los analizaran.

Y, por supuesto, será a la luz del hinduismo que finalmente se encontrarán muchas respuestas. Las enigmáticas alusiones de Blavatsky a las "razas" pueden entenderse razonablemente tanto a la luz del sistema de ashramas o etapas de la vida del brahmanismo (1), como a la luz del sistema iniciático hindú, como términos sugeridos como "Hansa" (el nombre de la tercera iniciación) en el contexto de la "tercera raza", entre otros iniciados mentales, técnicos y comunitarios. Los ashramas védicos representan una ciencia espiritual del uso perfecto del espacio y el tiempo, convirtiéndose así en una socialización del conocimiento de las Escuelas Iniciáticas.

Todo esto puede situarnos en un contexto iniciático, sociológico o antropológico. A continuación, encontramos una serie de narraciones sobre conflictos sociales entre los seguidores de los Constructores y los recalcitrantes, en las que podemos considerar los procesos de transición de "rondas", es decir, al final de la cuarta ronda, o de un nuevo "gran camino", en los términos dados.(2) La literatura de Kalachakra es muy importante en el Tíbet y ha inspirado grandes sagas a través de mitos que involucran a los reyes sagrados de Shambhala, a la luz de las profecías sobre la llegada del avatar Kalki. Por lo tanto, no se puede ignorar el contexto profético del texto.

Probablemente se puedan dar varias interpretaciones al respecto, como es habitual con otras epopeyas hindúes. Blavatsky también se inspiró en los Puranas de la India, incorporando el lenguaje de la antropología racial de su época, combinado con mitos occidentales y elementos evolutivos modernos.

Todo parece indicar que Blavatsky aún contaba con escasos recursos hermenéuticos, ya que los libros tradicionales de Oriente apenas comenzaban a traducirse en su época. En este sentido, los esfuerzos realizados en torno a la literatura Mahayana tibetana, por así decirlo, como "La Voz del Silencio", destacan por su mayor éxito en su producción. El verdadero tantrismo está necesariamente oculto, y sus claves solo se transmiten directamente de maestro a discípulo. Se dice que Blavatsky finalmente logró entrar en el Tíbet tras muchos intentos, recibiendo allí iniciaciones e instrucciones. Sin embargo, no existen pruebas fehacientes de ello, y los resultados de su trabajo también son a veces confusos.

Hoy en día, sin duda, existen muchos más recursos disponibles para emprender la aventura de estudiar las Estancias de Dzyan. La importancia de compartir esta obra con Occidente debe apreciarse, como si los Maestros enviaran información importante a través de un mensajero de confianza. Esto no significa que el mensajero fuera el más capacitado para traducir el texto, ni que todas las claves pudieran entregarse de inmediato. En ese caso, bastaba con proporcionar la información y dar algunas pistas sobre su contenido. 

El Dalai Lama y el Mandala Kalachakra

No por casualidad, sino reforzando aún más este contexto, el Dalai Lama ha afirmado que el Kalachakra representa un tantra de especial importancia para Occidente. Una de las razones de ello serían precisamente las profecías que lo rodean. El propio Tíbet se vio envuelto en profecías por el decimotercer Dalai Lama, quien predijo su invasión, seguida de la huida de los tibetanos y la expansión del Dharma en Occidente.

Si estas consideraciones le resultaron interesantes, todo ello se desarrolla con más detalle en los nuevos estudios que hemos realizado sobre las Estancias de Dzyan a través de la obra "Claves Secretas de los Libros de Dzyan".

Notas:

1. As primeiras “raças” das Estâncias de Dzyan não seriam pois aquelas abstrações apresentadas na Doutrina Secreta, e sim iniciações ou ashramas (ou etapas-de-vida védicas) definidas na ordem tradicional: 1. Iogues reclusos, 2. Devotos/casados, 3. Iniciados/instrutores (Hansa no texto, nome da terceira iniciação).

2. Para nós trata-se da transição de um Pralaya para o Manvantara atual, ainda que Blavatsky prefira dar um entendimento específico e absolutos a estes termos. Não obstante existem muitas escalas de Manvantaras e de Pralaya, que são os dias e noites de Brahma. Na literatura hindu até mesmo a morte pessoal representa uma forma de Pralaya, seguido pelo Manvantara da próxima encarnação.

Infórmese sobre "La Nueva Dispensación de la Luz de la Jerarquía".

Para acceder a las Obras de la Nueva Dispensación, haga clic aquí. El contenido del libro electrónico es gratuito.

www.agartha.com.br


Sobre el autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) ha sido un estudioso de los Antiguos Misterios durante más de 50 años. Especialista en Filosofías del Tiempo y Esoterismo Práctico, también desarrolla trabajos en las áreas de Perennialismo, Psicología de las Profundidades, Antropología Esotérica, Sociología Holística y otras. Ha publicado decenas de obras a través de Editorial Agartha, además de mantener el canal Agartha wTV.


How to Study the Stanzas of Dzyan

Without a shadow of a doubt, the Books of Dzyan, revealed in H.P. Blavatsky's *Secret Doctrine*, represent one of the most hermetic works in existence. Such is the degree of difficulty that the work makes few concessions to either the common reader or the most educated. For all of them, encountering such texts is like trying to penetrate a tropical forest overgrown with vines and thorns that impede their progress at every inch. Such is the concentration of symbols: numbers, geometries, metaphors, etc.

Paradoxically, studying their hermeneutics doesn't seem to help much in understanding their mysteries either. It's not uncommon for ancient theosophists to try again and again, only to repeat their frustration. Lacking the appeal to understanding, many decide to simply accept the givens and elect the text as a statute of faith. Thus, a new creed is born, ignoring the warnings given. As if the author didn't insist at every step that she was dealing with secret matter, that many veils still existed, and some had not even the shadow of a solution in her time. Indeed, everything suggests that in Blavatsky we have an expression of that familiar reading of the word "revelation," in the sense of merely renewing the veils. 

What are HPB's great works called, anyway?! "The Veil of Isis" was the original title for "Isis Unveiled," and the other is "The Secret Doctrine." These names suggest that Blavatsky never intended to truly reveal knowledge, but rather to comment extensively on the Mysteries. Indeed, Blavatsky herself states that all existing "hermeneutical" works based on the original manuscripts of the Stanzas of Dzyan, whether esoteric or exoteric, are called "commentaries." For all these reasons, she abounds in allusions to the existence of veils in these works.

Unveiling something is different; it's making information accessible to reason and subject to instrumentalization. In true occultism, there is nothing that doesn't have a practical and relevant message for the student. Therefore, the prudent student would do well to see Blavatsky's efforts not as a complete unveiling of Dzyan's mysterious texts, but rather as a series of clues about their contents.

Of course, knowing such things still doesn't help the reader interested in the true answers much. All that can be hoped for at this point is to prepare the mind for the true journey. Indeed, it helps little to advance if we don't have a minimum of support: a compass, a map, directions, references, etc. However, even many of the instruments common to the researcher are deprived here: origins, form of recording, context, destination… everything that is offered seems to serve more to divert the gaze than to truly sharpen the focus. However, part of the path has been relatively cleared at this point. In Blavatsky's time, such documents might have been shrouded in great legend and mystery, but not so much today. 

It already seems established that we are dealing with the reproduction of ancient tantric manuscripts. These are not exceptional antiquities, but rather documents of a traditional pattern from broad regions of the East, engraved on palm leaves and well preserved by the Himalayan climate. The content of the writings is not clearly identified, but they share points in common with known texts from the Kalachakra system or the "Wheel of Time"—indeed, one of the words that appears most frequently there is "wheels," large and small, referring to Ezekiel's visions of "wheels within wheels."

At first glance, we seem to be dealing with some mysterious astrological or even astronomical compendium. However, a more discerning look might allow us to consider the times in which the wheels appear, and then we would be faced with a cosmology that could be both macrocosmic and microcosmic—that is, in terms of chakras, also called "wheels" in Tibet. In any case, the best way to approach a tantric document is from an occult perspective.

Símbolo do Kalachakra

Blavatsky actually worked extensively with a mesocosm reading, that is, the intermediate sphere of "races." Yet the results of her efforts were vague, revealing the complexities of language. Indeed, the Books of Dzyan do not easily reveal their mysteries. For a Buddhist reader, the text will seem difficult because it is replete with Hindu terms, while the Kalachakra is generally considered a Tibetan tantra. However, many tantras were developed from India or even Nepal. Perhaps the Books of Dzyan have still preserved much of their original content, which only reinforces their preciousness. In this case, it would be important for it to be analyzed by Hindus as well, not just Buddhists.

And indeed, it will be in the light of Hinduism that many answers can finally be found. Blavatsky's enigmatic allusions to "races" can be reasonably understood both in light of the system of ashramas or stages of life in Brahmanism,(1) as well as in light of the Hindu initiatory system, as suggested by terms like "Hansa" (the name of the third initiation) in the context of the "third race," among other common mental, technical, and initiatory attributes. The Vedic ashramas represent a spiritual science of perfect use of space-time, thus representing a socialization of the knowledge of the Initiatory Schools.

All of this can place us in an initiatory, sociological, or anthropological context. Next, we find a series of narratives about social conflicts between followers of the Builders and the recalcitrant, in what we can consider the processes of transition of "rounds," that is, the arrival of the fourth round, or of a new "great wheel," as the terms given above suggest.(2) Kalachakra literature is very important in Tibet and has inspired Great sagas were told through myths involving the sacred kings of Shambhala in light of the prophecies of the coming of the avatar Kalki. Therefore, the prophetic context of the text cannot be overlooked.

Several interpretations can probably be made around this, as is customary with other Hindu epics. Blavatsky also drew on the Puranas of India, in addition to incorporating the language of the racial anthropology of her time, combined with Western myths and modern evolutionary elements.

Everything seems to suggest that Blavatsky still had few hermeneutical resources, as traditional books from the East were just beginning to be translated in her time. In this regard, the efforts made around Tibetan Mahayana literature, so to speak, such as "The Voice of the Silence," stand out as most successful in her production. True Tantrism is necessarily hidden, and its keys are only given directly from master to disciple. It is said that Blavatsky finally managed to enter Tibet after many attempts, receiving initiations and instructions there. However, there is no real proof of this, and the results of her work are also sometimes unclear.

Today, there are certainly many more resources available to undertake the adventure of studying the Dzyan Stanzas. The importance of this work's conferral on the West should be appreciated, as if the Masters were sending important information through a trusted messenger. This does not mean that the messenger was even the most capable of translating the text, or that all the keys could be delivered immediately. It was then sufficient to provide the information and offer some clues as to its contents.

Dalai Lama e Mandala Kalachakra

Not by chance, but even reinforcing this entire context, the Dalai Lama has stated that the Kalachakra represents a tantra that is especially important for the West. And one of the reasons for this would be precisely the prophecies surrounding it. Tibet itself was involved in prophecies by the 13th Dalai Lama who predicted its invasion followed by the flight of the Tibetans and the spread of the Dharma in the West.

If you found these considerations interesting, all of this is further developed in the new studies we have carried out on the Stanzas of Dzyan through the work “Secret Keys of the Books of Dzyan”.

Notes:

1. The first "races" of the Stanzas of Dzyan would therefore not be those abstractions presented in the Secret Doctrine, but rather initiations or ashramas (or Vedic stages of life) defined in the traditional order: 1. Reclusive yogis, 2. Devotees/married people, 3. Initiates/teachers (Hansa in the text, the name of the third initiation).

2. For us, this is the transition from a Pralaya to the current Manvantara, although Blavatsky prefers to give a specific and absolute understanding to these terms. Nevertheless, there are many scales of Manvantaras and Pralaya, which are the days and nights of Brahma. In Hindu literature, even personal death represents a form of Pralaya, followed by the Manvantara of the next incarnation.

Learn more about "The New Dispensation of Light of the Hierarchy"

To access the Works of the New Dispensation, click here. The contents in e-book format are available free of charge.

www.agartha.com.br


About the Author


Luís A. W. Salvi (LAWS) has been studying the Ancient Mysteries for over 50 years. A specialist in the Philosophies of Time and Practical Esotericism, he also develops works in the areas of Perennialism, Deep Psychology, Esoteric Anthropology, Holistic Sociology and others. He has already published dozens of works through Editorial Agartha, in addition to maintaining the Agartha wTV Channel.



Como estudar as Estâncias de Dzyan

Sem sombra de dúvidas os Livros de Dzyan divulgados na Doutrina Secreta de H. P. Blavatsky, representam uma das obras mais herméticas que existem. Tal é o grau de dificuldade que a obra faz poucas concessões seja ao leitor comum ou ao mais instruído. Para todos eles deparar-se com tais textos assemelha-se a tentar penetrar numa floresta tropical repleta de lianas e de espinhos que detém o seu passo a cada centímetro. Tal é a concentração de símbolos existentes: números, geometrias, metáforas, etc. 

Paradoxalmente, estudar os seus hermeneutas tampouco parece ajudar muito no entendimento dos seus mistérios. Não são raros os teósofos antigos que o tem tentado uma e outra vez, apenas para repetir a sua frustração. Na falta do apelo ao entendimento, muitos decidem simplesmente aceitar o dado como pronto e elegem o texto como um estatuto de fé. Um novo credo nasce assim, ignorando as advertências dadas. Como se a Autora não insistisse a cada passo que estava lidando com matéria secreta, que muitos véus todavia existiam e alguns sequer tinha-se qualquer sombra de solução em sua época. Com efeito, tudo sugere que em Blavatsky temos uma expressão daquela leitura conhecida da palavra “revelação”, no sentido de meramente renovar os véus. 

Como chamam-se afinal as grandes obras de HPB?! “O Véu de Ísis” era o nome original de “Ísis sem Véu”, e a outra é “A Doutrina Secreta”. Estes nomes sugerem que Blavatsky nunca teve a intenção de revelar verdadeiramente conhecimentos, e sim de comentar extensamente sobre os Mistérios. Com efeito Blavatsky mesma informa que todos os trabalhos de “hermenêutica” existentes em torno dos manuscritos originais das Estâncias de Dzyan, sejam esotéricos ou exotéricos, recebem o nome de “comentários”. Por tudo isto, abundam da sua parte alusões à existência de véus nestes trabalhos. 

Desvelar algo é diferente, é tornar uma informação acessível à razão e sujeita à instrumentalização. No verdadeiro ocultismo nada existe que não tenha uma mensagem prática e atual para o estudante. Portanto o estudante prudente faria bem em ver nos esforços de Blavatsky não um desvelamento completo dos misteriosos textos de Dzyan, e sim uma série de indícios sobre os seus conteúdos.

É claro que saber tais coisas ainda não ajudam muito o leitor interessado nas verdadeiras respostas. Tudo o que se pode esperar nesta altura é preparar o espírito para a verdadeira jornada. Com efeito pouco ajuda a avançar se não contamos com um mínimo de apoios para tal: uma bússola, um mapa, indicações, referências, etc. Contudo mesmo muitos dos instrumentos comuns ao investigador nos são privados aqui: origens, forma de registro, contexto, destinação… tudo o que é oferecido parece servir mais para desviar o olhar do que realmente para apurar o foco. No entanto, a esta altura parte do caminho tem sido já relativamente limpo. Nos tempos de Blavatsky tais documentos poderiam estar envoltos em grandes lendas e mistérios, porém não tanto atualmente. 

Já soa como estabelecido que estamos diante da reprodução de antigos manuscritos tântricos. Não se trata de nenhuma antiguidade tão excepcional, mas sim de documentos de padrão tradicional em amplas regiões do Oriente, gravados em folhas de palmeiras e bem preservados pelo clima dos Himalaias. O teor dos escritos não estão bem identificados mas apresentam pontos em comum com textos conhecidos do sistema Kalachakra ou da “Roda do Tempo” - com efeito uma das palavras que mais aparecem ali são “rodas”, grandes e pequenas, remetendo às visões de Ezequiel sobre “rodas dentro de rodas”. 

Numa primeira leitura do tema, parece estarmos portanto diante de algum misterioso compêndio astrológico ou mesmo astronômico. Porém um olhar mais arguto poderia permitir pensar sobre os tempos em que as rodas aparecem, então estaríamos diante de uma cosmologia, que pode ser tanto no macrocosmo como no microcosmo - ou seja: em termos de chakras, também chamados de “rodas” no Tibet. Seja como for, a melhor forma de abordar um documento tântrico será de teor ocultista.

Símbolo do Kalachakra

Blavatsky trabalhou muito na verdade com uma leitura de mesocosmo, quer dizer: a esfera intermediária das “raças”. Ainda assim os resultados de seus esforços resultaram vagos, denunciando as complexidades da linguagem. Com efeito os Livros de Dzyan não entregam facilmente os seus mistérios. Para um leitor budista o texto soará difícil porque está repleto de termos hinduístas, ao passo que se considera no geral o Kalachakra como um tantra tibetano. No entanto muitos tantras foram elaborados a partir da Índia ou mesmo do Nepal. Talvez os Livros de Dzyan tenham preservado ainda muito dos seus conteúdos originais, o que apenas reforça a sua preciosidade. Neste caso seria importante que ele seja analisado por hindus também e não apenas por budistas.

E com efeito, será à luz do hinduísmo que muitas respostas poderão ser finalmente encontradas. As enigmáticas alusões às “raças” de Blavatsky podem ser razoavelmente compreendidas tanto à luz do sistema de ashramas ou etapas-de-vida do Brahmanismo,(1) como também do sistema iniciático hindu, como sugerem termos como “Hansa” (nome da terceira iniciação) no contexto da “terceira raça”, entre outros atributos mentais, técnicos e iniciáticos comuns.  Os ashramas védicos representam uma ciência espiritual de perfeito aproveitamento do espaço-tempo, sendo assim uma socialização dos conhecimentos da Escolas Iniciáticas.

Tudo isto pode nos colocar num contexto tanto iniciático como sociológico ou antropológico. Na sequência encontramos uma série de narrativas sobre conflitos sociais, entre seguidores dos Construtores e os recalcitrantes, naquilo que podemos considerar como os processos de transição de “rondas”, quer dizer: a chegada da quarta ronda, ou de uma nova “grande roda” nos termos dados.(2)  A literatura Kalachakra é muito importante no Tibet e tem inspirado grandes sagas através de mitos envolvendo os reis sagrados de Shambhala à luz das profecias da vinda do avatar Kalki. Portanto o contexto profético do texto não pode ser negligenciado.

Provavelmente várias interpretações podem ser realizadas em torno a isto, tal como se costuma fazer com outros épicos hindus. Blavatsky amparou-se também nos Puranas da Índia, além de trazer a linguagem da antropologia racial de sua época, combinada com mitos ocidentais e elementos evolucionistas modernos.

Tudo parece sugerir que Blavatsky contava ainda com poucos recursos hermenêuticos, pois os livros tradicionais do Oriente recém estavam começando a serem traduzidos em sua época. Neste aspecto é que se destacam melhor como bem-sucedidos na sua produção os esforços realizados em torno da literatura Mahayana tibetana, por assim dizer, como é o caso da “Voz do Silêncio”. O verdadeiro tantrismo é necessariamente oculto e suas chaves apenas são dadas diretamente de mestre a discípulo. Conta-se que Blavatsky teria finalmente conseguido adentrar o Tibet após muitas tentativas, recebendo lá iniciações e instruções. Contudo não há provas reais disto e os resultados dos seus trabalhos também são por vezes nebulosos.

Hoje em dia seguramente existem muito mais recursos à disposição para empreender a aventura de estudar as Estâncias de Dzyan. A importância da outorga desta obra ao Ocidente deve ser valorizada, como se os Mestres estivessem enviando uma informação importante através de um mensageiro de confiança. Não significa que o mensageiro fosse sequer o mais apto para traduzir o texto, ou que todas as chaves pudessem ser entregues num primeiro momento. Bastava então fornecer a informação e dar alguns indícios dos seus conteúdos.

Dalai Lama e Mandala Kalachakra

Nada casualmente, mas até reforçando todo este contexto, o Dalai Lama tem afirmado que o Kakachakra representa um tantra especialmente importante para o Ocidente. E uma das razões para isto seria justamente em função das profecias que o envolvem. O próprio Tibet foi envolvido em profecias pelo XIII Dalai Lama que previu a sua invasão seguida pela fuga dos tibetanos e a difusão do Dharma no Ocidente.

Se você achou interessante estas considerações, tudo isto é melhor desenvolvido nos novos estudos que realizamos em torno das Estâncias de Dzyan através da obra “Chaves Secretas dos Livros de Dzyan”. 

Notas:

1. As primeiras “raças” das Estâncias de Dzyan não seriam pois aquelas abstrações apresentadas na Doutrina Secreta, e sim iniciações ou ashramas (ou etapas-de-vida védicas) definidas na ordem tradicional: 1. Iogues reclusos, 2. Devotos/casados, 3. Iniciados/instrutores (Hansa no texto, nome da terceira iniciação).

2. Para nós trata-se da transição de um Pralaya para o Manvantara atual, ainda que Blavatsky prefira dar um entendimento específico e absolutos a estes termos. Não obstante existem muitas escalas de Manvantaras e de Pralaya, que são os dias e noites de Brahma. Na literatura hindu até mesmo a morte pessoal representa uma forma de Pralaya, seguido pelo Manvantara da próxima encarnação.

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

Conheça também @editorial_agartha e Canal Agartha wTV

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.