A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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Escatologia e Teosofia

A Teosofia não costuma ser conhecida por grandes profecias astrológicas, menos ainda originais. Não obstante, e talvez sem serem bem compreendidos, os seus ensinamentos podem estar anunciando a natureza terminal dos tempos atuais de forma até bastante contundente.

Acontece que a evolução quaternária (atual) -e não exatamente a setenária futura-, já determina um grande ponto de inflexão na evolução da humanidade encarnada. A chegada da “onda da vida” na sua fase intermediária necessita ser reinterpretada, pois não se trata meramente de um ponto máximo de materialização, mas também um ápice da evolução espiritual dentro da matéria. Seria da mesma forma, uma transição central e uma preparação para a liberação humana dos planos da materialidade.

Ora, sempre ouvimos falar que a quarta iniciação é o marco da libertação humana da matéria. É disto que se tratariam então os ciclos atuais: quarta ronda, quarto Globo, quarta raça, etc. -pois, numa visão rigorosa, tampouco existem mais do que quatro raças dentro de cada ronda evolutiva (e toda ronda tem o seu próprio apocalipse), sendo esta daí a verdadeira natureza da nova raça que está sendo atualmente inaugurada, segundo vários calendários tradicionais.

Ou seja: todo quaternário representa um marco escatológico ou apocalíptico definitivo. Como resultado, condições estão sendo atualmente criadas para que a humanidade procure esta “pista superior” de saída, por bem ou por mal, através do árduo portal da quarta iniciação. Não significa que todos terão sucesso. Significa apenas que muitos deverão se esforçar mais, e dentre estes muitos também serão bem-sucedidos. 

Nesta altura, e por lógica evolutiva, uma bifurcação se apresentaria nos caminhos da humanidade: por um lado, fortes estímulos para esta ascensão ou libertação serão encontrados pelos mais conscientes, e por outro lado, uma crescente degeneração da humanidade e degradação das condições planetárias. É como diz o Livro de Zohar sobre o destino dual da humanidade dos últimos dias sob os fogos da transformação: dor para uns, felicidade para outros. 

Assim também, de uma parte, os ensinamentos sobre iniciação e ascensão tem sido eloquentes nestes tempos, dirigindo a consciência dos mais despertos para novos paradigmas de evolução. E por outro lado, o índice dos transtornos mentais está crescendo vertiginosamente na espécie humana, como seria de esperar, e isto, longe de ser combatido, ainda deverá ser capitalizado e direcionado pelo sistema para gerar ambientes cada vez mais mórbidos e opressivos. 

Mesmo assim, indícios de uma idade de ouro ainda poderá ocorrer, de maneira algo transitória e localizada, porém em circunstâncias para as quais a imaginação das pessoas de hoje poderá não reconhecer. E associado a isto, poderá haver um terceiro destino para alguns poucos destinados a sobreviver à crise terminal deste final de Manvantara (e que tem sido associada também à Sexta Extinção em massa da vida no planeta), a fim de dar início a um novo ciclo evolutivo da humanidade neste planeta, suportando as condições críticas em que a Terra será deixada, até que a própria Natureza comece a restaurar a normalidade das coisas.

A leitura corrente dos gargalos evolutivos, pelos quais a própria humanidade tem sobrevivido através dos tempos, costuma ser interpretado como um risco ou ameaça de extinção da nossa espécie. Porém ele também significaria um salto qualitativo e uma liberação. Pois é justamente através destes trágicos “portais” de transformação, que os grandes saltos evolutivos também tem sido alcançados neste mundo. Esta será, porém, apenas um pequena semente que tardará muitos milênios para começar a se fortalecer e dar lugar a uma nova evolução, após lutar contra as adversidades legadas pelo final do velho ciclo. E é por isto que, a depender da interpretação ou da evolução em análise, uma etapa final pode ser também a inicial de uma nova grande evolução.

Assim, pode ser quase apenas uma ilusão humana, imaginar que a evolução da nossa espécie possa realmente se estender para além do quaternário neste mundo, quase como querendo perpetuar a vida material como um ambiente universal de evolução, e não meramente como a sua frágil base transitória. Qualquer resquício de vida que sobreviva a isto, também estará sujeito a uma grande renovação, como se fosse um verdadeiro reset da humanidade.

Modo geral, o setenário até pode ser uma realidade, porém a sua tríade superior já se destinaria quase exclusivamente aos mundos puramente espirituais. Ou seja: a evolução superior não se destina, por regra, a ser vivida no plano material. Isto significa, enfim, que já não estamos muito interessados em predizer qualquer futuro mais glorioso para a espécie humana, e sim fomentar a consciência da necessidade da sublimação deste mundo material, e o despertar das consciências para a realidade das outras dimensões da existência.


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