A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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A extinção programada das espécies



 


—E se a extinção das espécies também estivesse programada no seu DNA, da mesma forma que a morte do indivíduo está?! 

Esta pode ser uma das mais incômodas perguntas que o ser humano poderia se fazer, e no entanto ele não pode honestamente se furtar a ela, nem que seja movido pelos fatos concretos. Convivemos afinal com o fantasma de um sem número de espécies extintas, entre elas várias do nosso ramo homo, e algumas até bastante evoluídas. De modo que o assunto necessita ser encarado corajosamente.

Contudo, as verdadeiras respostas poderiam estar num plano mais filosófico - especialmente naquilo que se refere à própria humanidade naturalmente. Biologicamente o ser humano estaria condenado dentro de um plano de extinção semelhante ao das outras espécies. Porém, ontologicamente ele é capaz de buscar portas de salvação através da sua criatividade - tal como também busca fazer Intelectualmente através do fomento da tecnologia.

Tudo isto se destinaria, pois, a pressionar as espécies a olhar para o Além e para a imaterialidade final em busca de respostas possíveis. De outra forma os esforços necessários a uma verdadeira transcendência jamais seriam alcançados. Haveria então tarefas mínimas a serem realizadas nesta direção, e os melhores alcançariam reencarnar em novas  espécies, aptas a sobreviver em condições mais desafiadoras do planeta - a menos que já alcançasse uma evolução ainda superior e a reencarnação ja não lhe fosse mais necessária. 

Não obstante, a extinção das espécies também estaria estritamente associada com a evolução das coisas, recebendo o impacto da aceleração do tempo ou do avanço das tecnologias manejada pelas espécies conscientes - por assim dizer. A marca da aceleração se faz assim presente no ritmo crescente da extinção das espécies. Algumas exceções teriam ocorrido como nos casos do Australopithecus afarensis e do Homo Erectus, os quais provavelmente reuniriam características especiais e seriam quiçá uma espécie de tronco-raiz para as evoluções paralelas.

E aqui temos um fator sensível para a nossa espécie, situada nos momentos finais do presente Manvantara. Temos apenas 200 mil anos ou 500 mil considerando os mais próximos como os Cro-magnon e os próprios Neandertais. Espécies anteriores alcançaram longevidade ainda bem maior. Acontece que estamos num estágio mais avançado da evolução e do Manvantara onde os ciclos são menores e as energias mais concentradas - maior tecnologia, mais conhecimentos, maior população, etc. Por isto os prazos da evolução atual também deverão ser menores. Nossos processos são mais rápidos porque somos herdeiros das conquistas de outras espécies extintas, cujas tecnologias por vezes aprendemos a usar melhor ou com maior eficácia.

Para aprofundar ainda mais a questão filosófica, temos que a evolução espiritual humana culmina na quarta iniciação - qualquer evolução ulterior toca às Hierarquias superiores com funções especiais e não representa parte da humanidade e seus coletivos. Ora, somos informados que vivemos na atualidade sob vários quaternários - quarta  ronda, quarto Globo, etc. Este fato colocaria a própria humanidade no umbral da sua conclusão evolutiva, rumando em conjunto para uma grande crise coletiva de quarta iniciação.

Há indícios de que situações semelhantes tenham acontecido em outros planetas. Podemos nos perguntar como é a que as “maravilhosa” Inteligência Artificial não conseguiu nunca vencer a distância entre planetas habitados? Criando naves não tripuladas por exemplo (que seria uma das soluções para isto)? Parece que a extinção das espécies avançadas aconteceu antes disto ser possível. Estas são considerações recorrentes nas reflexões dos cientistas a respeito do destino das civilizações extra-planetárias.


A superação do materialismo 


O tema da extinção é incômodo para a grande maioria porque o apego à matéria é sempre muito forte. O materialismo é a verdadeira limitação do entendimento dos planos de Deus. E o grande paradoxo daqueles que acreditam em reencarnação e vida em outros planetas, é que o seu próprio materialismo poderia impedir na prática de preparar-se para estas possibilidades, caso os esforços suficientes não sejam realizados nesta vida.

Porque é que os ensinamentos dos grandes Mestres nunca falaram sobre reencarnação?! É porque tal crença pertença já à subcultura espiritual das religiões. São temas acessórios que não se sustentam sem uma espiritualidade suficiente.

Não obstante, o conhecimento mais fundamental dessa existência, é que a encarnação física deve representar uma preparação para futuras existências incorpóreas. Aquele que ainda não despertou para esta realidade dorme no sono da ignorância, movido seja pelo ceticismo, pela ilusão ou pela crendice.

Há várias crenças em mundos futuros em escrituras tradicionais, mas nada impede se tratar apenas de uma transição ou uma preparação para a definitiva transcendência deste mundo sob a guia direta dos Mestres. Afinal os cenários que os fatos sugerem para o futuro deste planeta podem não ser nada alvissareiros.

Cabe destacar não obstante que isto não nos colocaria dentro do rol dos derrotistas e nem mesmo dos fatalistas radicais, e sim sob um realismo cético sobre as capacidades humanas de se auto perpetuar na matéria, mas com esperanças espirituais. Há místicos céticos que transferem o seu derrotismo para a crena em supostas naves redentoras. Para nós a única esperança é a própria iluminação espiritual. E nisto estamos apenas ampliando para o coletivo algo que já é tradicional no indivíduo.


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Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  



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